14 de setembro de 2020 às 12:45

Ana Paula Valadão responsabiliza gays pela AIDS e será processada por crime de LGBTfobia

Cantora evangélica foi criticada nas redes sociais, neste fim de semana, após o comentário durante seu programa

A cantora evangélica Ana Paula Valadão se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, neste fim de semana, após responsabilizar os gays pela disseminação da AIDS durante um programa de TV.
Ana Paula, que conduzia uma entrevista, afirmou que a doença é uma "consequência natural" causada pelo sexo entre dois homens. "Muita gente acha que isso é normal. Isso não é normal. Deus criou o homem e a mulher e é assim que nós cremos. Qualquer outra opção sexual é uma escolha do livre arbítrio do ser humano. E qualquer escolha leva a consequências", disse ela.
"E a Bíblia chama qualquer escolha contrária a que Deus determinou como ideal, como ele nos criou para ser, de pecado. E o pecado tem uma consequência, que é a morte. Inclusive, tudo que é distorcido traz consequência naturalmente, nem é Deus trazendo uma praga ou um juízo, não. Tá aí a Aids, para mostrar que a união sexual entre dois homens causa uma enfermidade que leva à morte, contamina as mulheres, enfim... Não é o ideal de Deus. Sabe qual é a o sexo seguro, que não transmite doença nenhuma? O sexo seguro se chama aliança do casamento", continuou ela.
Veja:

Ana Paula Valadão atribui aos gays a disseminação da AIDS e diz que casais heterossexuais são "imunes", contrariando a ciência e o senso comum. Fé religiosa não é salvo conduto para ser homofóbica, sorofóbica e cometer crimes contra a saúde pública. Precisa ser responsabilizada! pic.twitter.com/tCFdKswoCX

— William De Lucca (@delucca) September 12, 2020
Após o comentário durante o programa, o coordenador e advogado da entidade Aliança Nacional LGBTI+, Marcel Jeronymo, informou que irá processar a cantora por crime de LGBTfobia. "A pastora, ao associar o HIV à comunidade LGBTI, comete o mesmo equívoco daqueles que quiseram ligar a pandemia do coronavirus à China. É crime, vamos representá-la por LGBTFobia, nos termos da decisão do STF", disse ele à Carta Capital.

Fonte: Vagalume

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