07 de dezembro de 2017 às 08:08

Após suicídio de reitor, UFSC é alvo de nova operação da PF

A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) é alvo de uma nova operação da PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (7), dois meses após o suicídio do reitor da instituição Luiz Carlos Cancellier....

Crédito:Cadu Rolim/Fotoarena/Folhapress

Cadu Rolim/Fotoarena/Folhapress

A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) é alvo de uma nova operação da PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (7), dois meses após o suicídio do reitor da instituição Luiz Carlos Cancellier. Na ação de hoje, a PF, junto com a CGU (Controladoria Geral da União) e o TCU (Tribunal de Contas da União), investiga a aplicação irregular de verbas públicas federais destinadas a projetos de pesquisa desenvolvidos por fundações de apoio da UFSC.

Segundo a PF, as investigações tiveram início em 2014 a partir de uma comunicação feita pelo gabinete da Reitoria da UFSC. O documento analisava aparentes irregularidades em projetos de pesquisa desenvolvidos com uso verbas públicas federais firmados em 2003 e 2004.

Dentre as irregularidades, os investigadores encontraram indícios de contratações de serviços sem licitação prévia, pagamentos realizados a empresas pertencentes a gestores de projetos, que estariam vinculadas a servidores da universidade ou das fundações de apoio e até mesmo pagamentos efetuados a empresas fantasmas.

De acordo com os investigadores, dois dos servidores investigados teriam movimentado cerca de R$ 300 milhões em contratos na coordenação de projetos e convênios entre os anos de 2010 a 2017.

"Durante esse período, foram identificadas diversas irregularidades quanto à execução financeira apontando para o desvio de verbas públicas e para a prática de outros crimes licitatórios", diz a PF em nota.

Em outubro, Cancellier, que tinha 59 anos, pulou do quinto andar no vão central de um shopping de Florianópolis. Dias antes, ele e seis professores foram alvo de outra operação da PF que apura supostas irregularidades na concessão de bolsas de ensino a distância.

Cancellier não era suspeito de desvio de recursos, mas de tentar intervir em uma apuração interna. A PF abriu sindicância para investigar a conduta de agentes em ação na UFSC.

Fonte: UOL

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