14 de janeiro de 2018 às 04:00

Comer areia e outros perrengues comuns com criança na praia (e como lidar)

Passear com as crianças à beira-mar é sempre uma experiência gostosa para curtir com a família no verão. Nem sempre, porém, besuntar os pequenos com filtro solar é a única maneira de evitar alguns problemas típicos das férias.

Passear com as crianças à beira-mar é sempre uma experiência gostosa para curtir com a família no verão. Nem sempre, porém, besuntar os pequenos com filtro solar é a única maneira de evitar alguns problemas típicos das férias.

Picadas de insetos, diarreias e até o temido drama de perder a criança em meio à multidão podem acontecer, por mais cuidado que se tenha. Veja o que é possível fazer diante dessas situações.

Felizmente, a maioria dos insetos que pica as pessoas não transmite doenças graves (como dengue, zika e chikungunya). Porém, as picadas causam uma reação inflamatória caracterizada por vermelhidão, edema e prurido, que pode durar vários dias. O melhor jeito de evitar é aplicar um repelente, que pode ser utilizado com segurança em crianças a partir dos dois meses de idade. Os mais eficazes são os que contém DEET na fórmula. O uso de telas em janelas também é indicado, assim como se livrar de recipientes com água parada.

Se acontecer?

Lavar o local da picada com água fria ou gelo e sabão neutro. Cortar as unhas dos pequenos evita que a coceira faça uma contaminação secundária da ferida por bactérias, que colonizam a pele. O uso tópico de cremes com efeito calmante e/ou antialérgicos deve ter orientação médica.

A aspiração para os pulmões pode provocar tosse ou engasgo. O maior risco é o afogamento, por isso toda criança na praia deve estar sob supervisão de um adulto responsável. Se a água estiver contaminada, pode servir como veículo para a transmissão de doenças.

Se acontecer?

Passado o susto, é importante observar o surgimento de vômitos e/ou diarreia, dor abdominal ou excesso de gases intestinais, sintomas de contaminação por vírus, vermes ou bactérias, que devem ser tratados sob orientação médica.

Há várias causas para as diarreias, sendo as provocadas por vírus (viroses) as mais frequentes. Para combatê-las, é preciso higienizar adequadamente os alimentos, lavar bem as mãos antes de comer e, principalmente, ingerir água limpa de fontes confiáveis.

Nos dias quentes, ofereça à criança uma quantidade maior de líquidos –principalmente água e sucos naturais– e dê preferência a frutas e refeições leves. Se for comprar algo para comer na praia, escolha produtos industrializados como sorvetes, biscoitos de água e sal ou polvilho.

Se acontecer?

A criança deve beber bastante líquido, para combater a desidratação. Evite dar líquidos isotônicos, como a água de coco, que por terem açúcar ou frutose causam muita diurese e levam a maior perda de água pela urina. O soro caseiro não é recomendado pelos especialistas, pois qualquer erro de preparo pode piorar um quadro de desidratação. Em caso de dúvida, o melhor a fazer é levar a criança ao posto médico.

Costumam ocorrer se há muita demora em trocar crianças que usam fraldas, devido à exposição prolongada às fezes e à urina. Mantê-las bem secas e limpinhas é o melhor jeito de evitar o problema, já que o calor e o suor potencializam o incômodo. Nas maiores, o ressecamento da pele devido à exposição ao sol também pode causar lesões e coceira.

Se acontecer?

Nos bebês, pomadas à base de vitamina A e zinco minimizam as assaduras. Deixar as crianças um tempinho sem fralda e roupa também faz com que a pele “respire” melhor. Nas maiores, vale prevenir aplicando um creme hidratante para peles sensíveis.

Praias lotadas são sempre um risco para esse tipo de situação assustadora, por isso uma dica útil é frequentar a praia em horários menos lotados.

Manter brinquedos ou uma piscina inflável por perto também pode ser uma estratégia para que as crianças não sejam estimuladas a explorar o desconhecido. Mas a melhor tática é não deixá-las sozinhas, por isso é importante que mais de um adulto esteja envolvido na monitoração.

Os pais também podem colocar uma pulseira de identificação em crianças entre dois e nove anos, de preferência de material não tóxico. Para as maiores que já usam celular, existem aplicativos de localização como o Life 360. Combinar pontos de encontro em horários específicos também podem ajudar a evitar o desencontro.

Se acontecer?

Manter a calma e imediatamente comunicar o desaparecimento a um policial ou bombeiro. Importante: um adulto deve sempre permanecer no mesmo local, para o caso de a criança retornar, enquanto outro vai em busca de ajuda.

Situação comum, ainda mais para crianças pequenas. Qual o risco? A criança pode ser contaminada com vermes e bactérias de gatos e cães que rondam o local.

Se acontecer?

Orientar a criança e observá-la nos próximos dias. Caso haja algum quadro de diarreia ou vômito, é importante levar ao médico.

Fontes: André Dutra, pediatra da maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo; Cylmara Gargalak Aziz, pediatra especialista em gastropediatria e membro do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo; Maria Inês Nantes, pediatra do Hospital São Luiz Jabaquara e Hospital da Criança, em São Paulo; Mário Bracco, pediatra do Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, em São Paulo, e Nelson Douglas Ejzenbaum, pediatra, neonatologista e homeopata infantil.

Fonte: UOL

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