11 de julho de 2018 às 04:00

Sua TV é digital? Confira dicas para melhorar o sinal e evitar "chuviscos"

A partir de 14 de agosto, todos os moradores das capitais dos Estados brasileiros que quiserem ver TV sem assinar serviços de cabo ou de satélite precisarão de um aparelho apto a receber sinais de TV...

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Em breve, mais da metade dos brasileiros usará o sinal digital

A partir de 14 de agosto, todos os moradores das capitais dos Estados brasileiros que quiserem ver TV sem assinar serviços de cabo ou de satélite precisarão de um aparelho apto a receber sinais de TV digital aberta. A data marca o desligamento sinal analógico nas últimas sete capitais que ainda utilizam o formato, segundo cronograma do governo brasileiro. São elas: Boa Vista (RR), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Palmas (TO), Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS).

Uma vez feito o desligamento, mais da metade da população brasileira passará a usar o sinal digital, afirma a Anatel. A partir daí, outras cidades terão o sinal analógico substituído pelo digital. A expectativa é que a migração completa ocorra em dezembro de 2023.

A boa notícia é que, além de uma qualidade de imagem melhor (a resolução passa a ser Full HD), a migração para o sistema digital passa longe de ser complicada. Isso porque o princípio de transmissão da TV digital aberta é bastante similar ao da TV analógica.

"O sinal é transmitido por torres e se propaga pelo ar", explica o professor Marcelo Parada, do Centro Universitário FEI.

Com isso, as condições climáticas ou a localização --regiões muito baixas ou "poluídas" de transmissões, como a avenida Paulista, em São Paulo-- podem afetar o sinal. Outra situação que pode causar interferências é a proximidade com antenas de telefonia celular. 

O professor explica que, em alguns casos, essas transmissões atuam em frequências próximas. "Ainda assim, fabricantes de TVs e conversores costumam instalar filtros nos aparelhos para não ter esse tipo de interferência".

Se você deseja aproveitar o máximo que a TV digital aberta oferece, há alguns pontos que merecem atenção.  Getty Images >

Quem pretende ter uma uma boa recepção do sinal de TV digital precisa partir do princípio: escolher a antena adequada.

"Há antenas internas, daquelas pequenas que muitas vezes ficam sobre a TV, e antenas externas, que podem ficar no alto de casas e prédios. A não ser que a pessoa more perto de antenas de transmissão, o ideal é usar o segundo tipo", explica Parada.

Aqui, vale ressaltar que não existe "antena para TV digital". "Muitos vendedores usam esse nome para promover a venda de seus produtos. Na verdade, esses produtos são antes UHF tradicionais, que já existem há décadas". Desconfie, portanto, se tentarem te cobrar mais caro por um produto do tipo.

Considerando as antenas UHF externas, há modelos com ou sem amplificador de sinal. "Amplificadores de sinal, em geral, são usados em prédios, quando há antenas coletivas que precisam alimentar diversos domicílios. Nas casas é possível usar um modelo convencional", diz Parada.  Reprodução

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Quem mora em regiões mais abertas, as antenas devem ser direcionadas para os locais onde as torres de transmissão estão instaladas. Já em casas cercadas de prédios, o ideal é direcionar a antena para áreas livres, já que essas construções atuam como barreiras para o sinal

A colocação da antena precisa garantir que ela ficará fixa. Caso contrário, ela poderá mudar de posição pela influência de ventos ou até mesmo de pássaros e prejudicar a recepção do sinal.

A qualidade da instalação também influencia bastante na qualidade que a imagem terá na sua TV. Parada recomenda que se utilize fios de boa qualidade e sem emendas.

Caso a mesma antena seja usada para mais de um aparelho de TV, será necessário usar divisores de sinal. "É importante que essas conexões não fiquem expostas, podendo, por exemplo, acabarem molhadas depois de uma chuva. Há soluções para isso, como utilizar uma telha para cobri-las ou usar fita isolante para essa proteção".  Reprodução >

Instalada a antena, é hora de verificar se a sua TV é capaz de decodificar o sinal da TV digital aberta.

"Muita gente ainda utiliza TV de tubo no Brasil. Neste caso, é preciso utilizar um conversor entre a antena e a TV. O mesmo se aplica para TVs de plasma ou LCD fabricadas antes de 2010 e que não têm o conversor integrado".

Um conjunto de antena e conversor custa por volta de R$ 100 - vale lembrar que cada TV precisa de um conversor próprio.

O Governo Federal distribui 9,6 milhões de kits gratuitos para quem é beneficiário de programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família. É possível saber mais detalhes sobre esse benefício e agendar a retirada do kit por meio deste site do programa Seja Digital ou, ainda, ligando para o número 147 (ligação gratuita).  Reprodução >

Caso você tenha que comprar um conversor, é importante ficar atento ao tipo de entrada que a sua TV possui, que pode ser coaxial (o mesmo tipo de fio que vem da antena), RCA (que têm conectores separados para áudio e vídeo) ou, ainda, HDMI (conector único).

Se a TV possui conversor integrado, basta ligar o fio da antena diretamente.

Em ambos os casos, será necessário procurar pelos canais. Se você estiver utilizando um conversor, essa busca pode ser feita pelo próprio menu do aparelho. Caso a TV tenha conversor integrado, é possível buscar diretamente por ela.

Para saber se a sua cidade já adotou o sinal de TV digital aberta e também tirar possíveis dúvidas sobre o assunto, é possível acessar o site Seja Digital. Além de permitir a consulta sobre o sinal de TV digital aberta, ele também tem informações sobre onde descartar sua TV antiga caso você opte por adquirir um novo aparelho.

Fonte: UOL

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